domingo, 5 de dezembro de 2010

Negativismo

Chorar à falta de um sentimento,
Chorar sem ter discernimento,
De quê, pra quê, por que chorar.
Porque agora o que estou vendo,
É o sol na mão e o sol fervendo,
O povo aqui se derretendo,
E a chapa nada de esquentar.
Sinto dizer ainda o que estou vendo,
Se a luz do céu é ao mesmo tempo
O tal clarão que me cegou,
Quase o inferno a se mostrar com seu calor.
Choro, mas é o suor me escorrendo
Por um cantinho, é o olho ardendo,
Sem nada belo a vislumbrar.
Choro, mas é que a planta está morrendo,
Quem sabe eu possa lhe regar.

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