sábado, 25 de outubro de 2014
Amor em liberdade
Seja assim o que tu és
Tal como a pomba branca
Que sobreviveu,
Curou-se,
E voltou a voar,
Sem medo de encarar os perigos
Que porventura terá de encontrar adiante,
E sem te privares de seguir
Em busca do que seja a felicidade.
E, instintivamente,
Com suas asas,
A equilibrar-se no céu,
Vai descobrindo a vida,
Sente a liberdade.
Ao que uma ave entende
Instintivamente
E se presta a agir,
Faça-o igual,
Com amor e vontade.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Vida
A água cristalina,
que segue
minando,
movendo-se
e impregnando o mundo -
por fora, por dentro
- sem forma definida,
e com essência vívida
a transbordar:
no lago,
no rio,
no mar,
nos pingos de chuva,
no corpo físico
e na rocha,
talvez seja próprio do amor
ganhando forma.
- Sou água e ela me eleva,
proporciona uma grande harmonia
e um estranho frescor,
colocando-me num estado profundo
de paz e amor.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Da última lua cheia
Eu, olhando da janela,
com meus olhos de Diabo,
a lua,
que chegava tão bela,
elevando-se sobre o monte,
com seu tom alaranjado,
pensava nela
e na ternura dos seus olhos
iluminados.
com meus olhos de Diabo,
a lua,
que chegava tão bela,
elevando-se sobre o monte,
com seu tom alaranjado,
pensava nela
e na ternura dos seus olhos
iluminados.
Ao Teus Verdes Olhos
A poesia dos teus olhos
é verde
como as águas do mar,
tem a alma do mar,
é capaz de enfeitiçar!
Um perigo para o sábio
que não sabe nadar,
assim como para o pescador
que vive a sonhar!
A poesia dos teus olhos
é verde...
E como é brilhante
o verde do teu olhar!
é verde
como as águas do mar,
tem a alma do mar,
é capaz de enfeitiçar!
Um perigo para o sábio
que não sabe nadar,
assim como para o pescador
que vive a sonhar!
A poesia dos teus olhos
é verde...
E como é brilhante
o verde do teu olhar!
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Ceia Cerimonial
De manhã é hora de acordar,
preparar o chá,
refletir na boa nova,
para depois ir cuidar dos afazeres.
A vida requer algum misticismo,
sim, algum ritual,
que seja inerente à existência,
tanto quanto ela venha a ser
uma existência de caráter individual.
O altar está armado,
desça, Senhor, para a ceia cerimonial!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Intuição
Não há tormento,
nenhum pensamento
que me tire essa sede de viver
para encontrar você,
que eu não sei por onde anda,
se está chegando
ou se chegará
algum dia.
E não há vento
que me leve o som
de um sentimento,
que é o de ir vivendo
cada amor,
cada momento...
Pois, sem ter você,
amo a boemia,
amo a boemia,
que me faz sonhar,
cantar
e escrever poesia.
Seu olhar,
eu hei de reconhecer
diante dos meus olhos de ressaca
- quando pintar -
- quando pintar -
num lance de magia.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Bonito é viver de amor
Eu precisava compreender
coisas em mim
e ao meu redor.
Eu precisava me convencer
quais dos amigos são mesmo bons.
Eu precisava me refazer
de uma vida em desamor.
Viver correndo contra a ilusão,
ir trabalhando o meu coração.
Eu precisava aprender
junto contigo, oh meu amor,
como é bonito viver
de amor...
Eu precisava aprender
junto contigo, oh meu amor,
e agora eu quero trilhar
no amor...
Cançãozinha
Quando vejo o sol,
eu penso logo em teu olhar,
que irradia a alegria
de um despertar
profundo,
por se contentar
com o mundo
turvo
como está.
Quando você "sorre"
é tão bonito combinar
teu sorriso fino
com esse brilho de olhar
que eu busco,
para me mostrar o mundo
e me conduzir,
pois, até aqui,
tudo o que eu só quis
foi caminhar.
Lá - rá lá laiá laiaá
Lá - rá lá laiaá laiaá
Lá laiá laiá
Lá laiá laiá laiá laiaá
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Nada concreto no chão
Uma peneira
Nas mãos lisas da impunidade,
Peneirando os finos grãos
E segurando os grossos pedregulhos
Do mesmo entulho.
Eis a justiça brasileira
Para a qual abaixamos a cabeça
Em respeito e devoção.
Ladrão de galinha em regime fechado
E colarinho branco
Saindo para o trabalho,
Depois de roubar toda uma nação.
Mas, tijolo por tijolo,
A gente vai ficando sufocado
Nessa imensa prisão,
Enquanto a peneira ousa tapar
Até mesmo o sol,
Que vai ficando quadrado
Na minha imaginação.
Anarquia!
Porque é preciso botar fogo
No circo, enquanto nos faltar pão!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
A falsa, a face
A face é falsa, amigo,
é disfarce.
Diz ser face,
mas é falsa.
Escarra na boca que beija
depois queima-se fumando um cigarro
até acordar de manhã
sem saber de nada.
E faz "cara de paisagem"
como se nada tivesse acontecido.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
(...)
Um sol claro fechando a madrugada fechada entre nuvens, um sorriso de criança proporcionando alegrias infinitas, um bom café com frutas espalhadas sobre a mesa e o bem-estar de ser vivente e confiante da sorte.
Mas havia uma coisa ausente, ainda sim, que não cabe numa explicação rudimentar, pois não adentra em qualquer definição que seja sobre este vazio, este silêncio, essa profundidade exilada em mim. É algo inatingível pela razão!
O cigarro que eu, por mania e por fraqueza, acendi após o café da manhã, pode ter sido algo, também, que tenha modificado aquele estado de espírito que tudo ao redor inspirava, não sei.
(E precisamos ainda atentarmo-nos para essa mudança gritante entre um estado e outro, porque pode denunciar loucura isso de ser humano; e assumir aos outros, assim, isso de ser tão minúsculo - apesar de complexo - a habitar um pontinho qualquer no espaço, pode mormente causar dores ainda maiores para a dimensão infinita que é ser humano! Isso se não nos libertar de vez...)
"Tristeza não tem fim,
felicidade sim"!
sábado, 7 de setembro de 2013
Grão-Mestres
apesar de federem,
reinarão, sempre,
e apodrecerão os verdes
- antes de ficarem maduros -
e, também, os que maduros
agora estão!
Melhor é guardar as sementes,
que a terra está perigosa,
e a gente precisa mais é acordar
(com a aurora),
ao invés de plantar novos grãos.
(com a aurora),
ao invés de plantar novos grãos.
sábado, 24 de agosto de 2013
A MULHER DA VITRINE
Eu quero comprar uma mulher de corpo perfeito
- para uso doméstico, sabe?
Quero vesti-la com a melhor seda.
Não quero que ela seja inteligente e nem sensível,
para não correr o risco de ficar apaixonado por ela.
Que seja burra mesmo!
Quero um carro para tirar uma onda na cidade com ela.
Quero fazer sexo com ela
sem me importar com o seu prazer,
apenas com o meu.
Quando eu me cansar,
jogo-a fora e compro outra,
diferente na superfície e igual no interior.
Achar essa mulher é fácil,
mas cadê o dinheiro para comprá-la?
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Verbo ser
Não sei se sou...
se aquele que é for aquele que é,
não sei quem sou.
Se sou amor,
Deus não é,
pois parecer não é ser o que é.
Se Deus é amor, eu não sou.
Eu perdi meu ser.
Eu perdi meu ser.
Eu perdi meu ser dentro de você.
Não sei quem sou.
Se fosse, não seria o amor.
A flor só é flor porque ela é flor.
Não precisa ser para ser o que é.
E eu não sei ser sem ser o que sou.
Eu perdi você.
Eu perdi você.
Eu perdi você dentro do meu ser.
Quem é o que sempre foi o que é.
Quem é o que é nunca foi o que foi.
Quem é o que foi, sempre foi.
E quem sempre foi não foi sempre o que é.
Eu perdi você.
Eu perdi você, meu ser.
Eu perdi você dentro do meu ser!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Música na vida
Canto como quem arranca
das entranhas
um sentimento de existir
face ao mundo
embebido de amor.
Em cada canto,
ainda que não tenha sido eu o autor,
é como se a descrição exata
da minha vida
estivesse sendo traduzida
nas experiências
do compositor.
Percebo o quanto se comunica,
nesse contato musical,
e como fica sendo lembrada em nossa mente,
repetidas vezes, docemente,
a poesia e seu punhal.
E a melodia,
tão rica em proporcionar fantasias,
torna a composição, em cada nota,
uma obra magistral.
Querida
Deixei as roupas que não mais me cabem
para seguir nu pelos caminhos da vida,
buscando aquele amor arrebatador
que me consome a alma sofrida.
Deixei o medo que tanto me arde,
e sobre o qual o meu sonho se elevou,
agora vivo em grande paz,
na espectativa de reencontrar o amor.
Se deixo tudo o que já se sabe,
é porque espero o universo conspirador
fazer aquele reajuste ou qualquer milagre,
torcendo para que se apague toda essa dor.
Deixei o passado e busco fazer as pazes,
para ser, querida, teu beija-flor.
EXISTIR
Eu vivo pensando, pensando,
querendo entender
o que me faz sentir e o que me faz ser.
Sentir é diferente de ser.
Sentir é natural,
profundo e tentador.
Mas ser é complicado,
exige, da gente, forma.
E para chegar a determinada forma
é preciso sofrer.
A forma do ser se adquire com a modelagem dos sentimentos,
como a argila manuseada pelo artista,
até ficar bela.
Um ser lapidado sente sem sofrer.
querendo entender
o que me faz sentir e o que me faz ser.
Sentir é diferente de ser.
Sentir é natural,
profundo e tentador.
Mas ser é complicado,
exige, da gente, forma.
E para chegar a determinada forma
é preciso sofrer.
A forma do ser se adquire com a modelagem dos sentimentos,
como a argila manuseada pelo artista,
até ficar bela.
Um ser lapidado sente sem sofrer.
POEMA
Não é matando que se permanece vivo,
pois o amor precisa ser amigo,
se um fala seriamente
e o outro não dá ouvidos,
o sentimento fica comprimido.
A dor de cabeça fica mais dormente,
o corpo quente esfria-se mesmo a perigo,
porque no fundo daquela ausência,
a carência vive a espreitar fora,
um outro amor em outro amigo.
O amigo é um amor em potencial,
é o que evapora a lágrima e separa o sal,
até sublimar doce orvalho
sobre a flor e sobre o corpo,
até novo ciclo de água sentimental.
Matando... permanece vivo o corpo,
mas a alma se desfaz em fluídos ardentes,
como se herdasse do amor o umbral.
pois o amor precisa ser amigo,
se um fala seriamente
e o outro não dá ouvidos,
o sentimento fica comprimido.
A dor de cabeça fica mais dormente,
o corpo quente esfria-se mesmo a perigo,
porque no fundo daquela ausência,
a carência vive a espreitar fora,
um outro amor em outro amigo.
O amigo é um amor em potencial,
é o que evapora a lágrima e separa o sal,
até sublimar doce orvalho
sobre a flor e sobre o corpo,
até novo ciclo de água sentimental.
Matando... permanece vivo o corpo,
mas a alma se desfaz em fluídos ardentes,
como se herdasse do amor o umbral.
A Novidade Nº III
Quero a novidade escondida
por trás da palavra na língua
ou por detrás de qualquer sinal desesperado
de quem for capaz
de anunciar nova vida.
Quero botar o dedo na ferida
até me recuperar da herança adquirida
em papéis que o sangue contamina
mesmo depois de desbotar
e ficar amarelado,
como as nuvens nordestinas.
Quero me lançar aos braços
do vento, que desbaratina
o calor que faz nessa cidade,
porque quando fica mais tarde
é a música me invade com irreverência,
ou melhor, com toda potência!
Como uma novidade!
por trás da palavra na língua
ou por detrás de qualquer sinal desesperado
de quem for capaz
de anunciar nova vida.
Quero botar o dedo na ferida
até me recuperar da herança adquirida
em papéis que o sangue contamina
mesmo depois de desbotar
e ficar amarelado,
como as nuvens nordestinas.
Quero me lançar aos braços
do vento, que desbaratina
o calor que faz nessa cidade,
porque quando fica mais tarde
é a música me invade com irreverência,
ou melhor, com toda potência!
Como uma novidade!
À Mulher Amada
Esperar que venhas
sem as armaduras que utilizastes dantes
sem haver arquétipos que me afastem nessa mesma hora,
eis o que mais quero:
apenas esperar que venhas simplesmente,
para o encontro mágico das nossas almas,
ao despertar da súbita aurora.
Há tempos confrontando fantasmas,
verdadeiros moinhos de ventos, exércitos imaginários e mágoas,
para revelar-me assim desprezando a morte
de cada minuto que passa,
fez-me acreditar que as estações consagram
o que o coração amante abraça em suas asas.
E a emoção que trago em cada palavra
é o quinhão de luz que perpassa pelo inferno,
tão pura quanto a água.
Doravante, a viver sem derramar tantas lágrimas,
sem incorrer noutros impropérios que tanto nos desgastaram,
buscarei compreender o mistério
e estarei aberto ao amor,
como romântico entregue às serenatas,
a esperar que venhas, não em sonhos,
mas para seres a minha mulher,
verdadeiramente, amada.
sem as armaduras que utilizastes dantes
sem haver arquétipos que me afastem nessa mesma hora,
eis o que mais quero:
apenas esperar que venhas simplesmente,
para o encontro mágico das nossas almas,
ao despertar da súbita aurora.
Há tempos confrontando fantasmas,
verdadeiros moinhos de ventos, exércitos imaginários e mágoas,
para revelar-me assim desprezando a morte
de cada minuto que passa,
fez-me acreditar que as estações consagram
o que o coração amante abraça em suas asas.
E a emoção que trago em cada palavra
é o quinhão de luz que perpassa pelo inferno,
tão pura quanto a água.
Doravante, a viver sem derramar tantas lágrimas,
sem incorrer noutros impropérios que tanto nos desgastaram,
buscarei compreender o mistério
e estarei aberto ao amor,
como romântico entregue às serenatas,
a esperar que venhas, não em sonhos,
mas para seres a minha mulher,
verdadeiramente, amada.
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