quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Novidade Nº III

Quero a novidade escondida
por trás da palavra na língua
ou por detrás de qualquer sinal desesperado
de quem for capaz
de anunciar nova vida.

Quero botar o dedo na ferida
até me recuperar da herança adquirida
em papéis que o sangue contamina
mesmo depois de desbotar
e ficar amarelado,
como as nuvens nordestinas.

Quero me lançar aos braços
do vento, que desbaratina
o calor que faz nessa cidade,
porque quando fica mais tarde
é a música me invade com irreverência,
ou melhor, com toda potência!
Como uma novidade!

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