quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Nada concreto no chão
Uma peneira
Nas mãos lisas da impunidade,
Peneirando os finos grãos
E segurando os grossos pedregulhos
Do mesmo entulho.
Eis a justiça brasileira
Para a qual abaixamos a cabeça
Em respeito e devoção.
Ladrão de galinha em regime fechado
E colarinho branco
Saindo para o trabalho,
Depois de roubar toda uma nação.
Mas, tijolo por tijolo,
A gente vai ficando sufocado
Nessa imensa prisão,
Enquanto a peneira ousa tapar
Até mesmo o sol,
Que vai ficando quadrado
Na minha imaginação.
Anarquia!
Porque é preciso botar fogo
No circo, enquanto nos faltar pão!
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